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27 de setembro de 2014

Top 10 - Melhores Atuações Masculinas do Cinema

É fácil perceber quando uma atuação é notável. Em muitos casos são por causa delas que um filme consegue seu sucesso. Em outros casos elas são boas juntamente com o filme. Então, chegou a hora de listar as 10 melhores atuações masculinas da história do cinema.
Não foi fácil criar uma lista desta, mas a única regra que usei é a de não repetir o ator (ou então a lista se dividiria em Marlon Brando e Daniel Day-Lewis). Sem mais delongas, vamos começar.


10. F. Murray Abraham, em Amadeus (1984)
Amadeus é sem dúvidas uma das melhores cinebiografias já realizadas. A atuação de F. Murray Abraham é simplesmente magistral, fazendo com que o público tanto o deteste como se identifique com seu personagem. A sua frustração por não ter capacidade de ser tão brilhante igual à Mozart é uma das demonstrações mais impactantes da história do cinema, e por isso o décimo lugar vai para F. Murray Abraham.


 09. Malcolm McDowell, em A Laranja Mecânica (1971)
Mais uma atuação impecável. O mais incrível é que Malcolm McDowell não foi nem sequer indicado ao Oscar, uma grande falha da academia. Nesse clássico filme de Stanley Kubrick, Malcolm McDowell interpreta Alex DeLarge e consegue transmitir ao público tanto sua crueldade, descarregando a famosa ultra-violência, quanto sua aflição ao entrar em um polêmico programa que promete deixá-lo "restaurado".


 08. Heath Ledger, em Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008)
Heath Ledger interpreta o louco e cruel Coringa, o maior antagonista de Batman. Sempre com um plano atrás do plano, o Coringa deixou Gotham de cabeça para baixo, enquanto Heath Ledger deu vida à isto. Sádico e cômigo, o Oscar para a sua atuação foi muito merecido. Demonstrando todas as camadas de seu personagem de um jeito genial, Heath Ledger espanta o espectador ao provar do que ele é capaz de fazer com seus inimigos.


07. Christoph Waltz, em Bastardos Inglórios (2009)
Para um ator até então desconhecido em Hollywood, a sua atuação deixou até os mais cinéfilos de queixo caído. Interpretando o cruel Coronel Hans Landa, Christoph Waltz demonstra classe como um bom cidadão da alta sociedade do exército alemão, e crueldade como um sádico caçador de judeus. Em todas cenas que está presente, o público quase aplaude seus monólogos criado pelo gênio Quentin Tarantino. Sétimo lugar merecido para Christoph Waltz.


06. Edward Norton, em A Outra História Americana (1998)
Se você ainda não assistiu este filme, assista agora. Edward Norton interpreta Derek Vinyard, um líder de um grupo Skinhead violentos. Seu ódio pelos negros e minorias é tanto que choca o espectador. Edward Norton fez isto com maestria. E quando Derek muda seus conceitos ao sair da prisão, você vê o ótimo ator que é Edward Norton. Sendo impecável como nazista e depois como um cara comum, o sexto lugar para ele é justíssimo.


05. Anthony Hopkins, em O Silêncio dos Inocentes (1991)
O mais incrível desta atuação é que Anthony Hopkins não aparece muito no filme. Nos pouquíssimos momentos em que esteve em cena, Hopkins demonstrou que o Dr. Hannibal Lecter tem inteligência, classe e charme, apesar de ser um canibal. O mais forte desta interpretação é o olhar de Anthony Hopkins, ele não exagera em momento algum nas expressões faciais, apenas fica com o olhar penetrante em Jodie Foster quando a ajuda a capturar um vilão.


04. Marlon Brando, em Sindicato de Ladrões (1954)
Finalmente chegamos em Marlon Brando. De todas as performances geniais que ele deixou para o cinema, Sindicato de Ladrões foi a escolhida. Além de interpretar um boxeador brilhante, sua atuação nas famosas cenas dramáticas são espetaculares. O mais forte desta atuação é a dualidade, que pouquíssimos atores conseguiriam (possivelmente nenhum ator conseguiria), por um lado um cara durão, e por outro uma alma terna.


03. Jack Nicholson, em O Iluminado (1980)
A atuação de Jack Nicholson nesse clássico do horror de Stanley Kubrick, em uma palavra, é espetacular. Antes de seu personagem Jack Torrance adentrar no hotel, ele está aparentemente normal. Ao ser possuído pelo espírito horrível do hotel, a transformação de Jack Nicholson é aterrorizante. Nenhum ator do planeta conseguiria transmitir tanto medo ao público apenas com expressões faciais, e por isso Nicholson está em terceiro lugar.


02. Daniel Day-Lewis, em Sangue Negro (2007)
Daniel Day-Lewis é um dos melhores atores de todos os tempos. Em Sangue Negro, ele interpreta o mineiro Daniel Plainview, um dos personagens mais tocantes do cinema. Daniel Day-Lewis transmite todo o amor que ele tem por seu filho. A sua transformação é o diferencial, desde o modo como fala até o jeito de coçar o bigode cativa o público de uma forma extraordinária. Assista ao filme que você irá entender melhor o motivo dessa atuação estar em segundo lugar.


01. Robert de Niro, em Touro Indomável (1980)
A melhor atuação de todos os tempos é sem dúvidas de Robert de Niro. Este interpreta o boxeador Jake LaMotta, e o motivo desta ser a melhor atuação masculina de todos os tempos é pelo fato de Robert de Niro estar incrível na parte física e na parte dramática. Os conflitos internos que Jake enfrenta foi transmitido genialmente por Robert de Niro, que faz o público pensar: "Nenhum ator conseguiria fazer este personagem." Primeiro lugar merecido para Robert de Niro nas dez melhores atuações masculinas da história do cinema.

20 de setembro de 2014

Crítica - Maze Runner: Correr ou Morrer (2014)

The Maze Runner, EUA, 2014.

Direção: Wes Ball.
Duração: 114 minutos.
Classificação: 14 anos.
Gênero: Ação / Aventura / Ficção Científica.


O filme tem seu início com o adolescente Thomas (Dylon O'Brien) acordando dentro de um elevador com sua memória apagada. Ao chegar em seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Essa cena de abertura é promissora pois cria a principal dúvida do filme: Por que esses jovens foram colocados naquele local? O jogo de câmera também é muito bom, ela vai girando em torno do protagonista mostrando sua angustia ao absorver a informação de que não sabe onde está.

Logo após o bullying cerimonial que o protagonista passou, os sobreviventes revelam as seguintes informações: Todos ali também não se lembram de nada; O lugar é cercado por um labirinto imenso que é aberto todas as manhãs e fechado todas as noites sabe se lá de que forma; A cada mês o elevador chega com um novo sobrevivente e suprimentos; Dentro dos labirintos há uns monstros chamados de Verdugos que são uma espécie de escorpiões gigantes. Fora as informações, o grupo dita a regras que eles convivem para Thomas, para assim ele viver em sociedade com os demais.

Depois de conhecer esse universo, Thomas viola algumas regras como a de entrar no labirinto. Nisto o filme acaba apresentando dois aspectos muito bons. O primeiro é o visual, o labirinto e o espaço em que os jovens vivem é espetacular, o filme acerta em cheio nesta questão, principalmente em uma cena onde Thomas e um outro rapaz estão correndo no labirinto no instante em que ele está se fechando. O segundo bom aspecto é a atuação de Will Poulter, que interpreta o personagem Gally, um garoto que rivaliza com Thomas pelo fato de ele querer tanto sair daquele local.

O início era bem promissor, o problema é que com o andamento do filme foi se mostrando os problemas. Um deles são os diálogos e monólogos que além de fracos são clichês. Outro problema são as tentativas de humor, todas fracassam. Na metade do filme onde a qualidade cai bastante, entra a personagem Teresa (Kaya Scodelario), que acaba sendo a única garota do grupo. Com a chegada desta personagem, a esperança é que a qualidade do filme suba, já que ela tem uma boa química com o Thomas, entretanto ela não acrescenta nada para a trama, é apenas mais uma para o grupo.

Quando o filme se aproxima de seu ato final, a nota é relativamente baixa. Os diálogos vão piorando, os personagens vão ficando cada vez mais chatos, mas o que talvez seja o maior problema são as tentativas de cenas tocantes, não há drama em nenhuma dessas cenas. Então, quando chega o momento de explicar o porquê deles estarem naquele local, a revelação acaba deixando a desejar. O mistério que foi criado no início do filme é muito bom, gera dúvida. No entanto, o decorrer do filme acaba estragando tudo.

Resumindo, Maze Runner é um filme com um início muito bom, um andamento ruim e um final péssimo e anticlimático. As cenas de ação são boas, cinematografia, edição e outros aspectos técnicos estão perfeitos, porém o roteiro, a direção e a maioria das atuações são fracas. Eu, particularmente, não li e nem pretendo ler o livro, eu estou avaliando o filme e como filme, ele é fraco. Se você é fã da saga, eu recomendo assistir, se não é nem perca seu tempo.

Nota: 4,7
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