30 de setembro de 2014

Top 10 - Melhores Atuações Femininas do Cinema

Depois de criar a lista das 10 melhores atuações masculinas do cinema, chegou a vez das mulheres. Em relação a lista masculina, foi mais difícil fazer (inclusive precisei assistir de novo alguns filmes para ter uma decisão concreta de quais performances deveriam entrar para a lista). O critério usado é o mesmo da lista masculina, não vale repetir a atriz, ou então a lista estaria cheia de atuações da Meryl Streep. Enfim, confira aí e comente o que achou.



10. Diane Keaton, em Annie Hall (1977)
Neste que eu declaro como o melhor filme de Woody Allen, Diane Keaton interpreta a própria Annie Hall, uma cantora em início de carreira que se apaixona por Alvy (Woody Allen). A sua atuação já começa em um ponto relativamente alto, pois ela conquista o público com seus diálogos logo no primeiro ato. O mais legal desta interpretação é que Diane Keaton consegue de forma muito simples demonstrar todas as camadas de sua personagem, e por isso o décimo lugar da lista vai para ela.



09. Fernanda Montenegro, em Central do Brasil (1998)
Indiscutivelmente a melhor atriz nacional de todos os tempos. Nesse filme, que é um dos melhores do nosso cinema, Fernanda Montenegro atua de forma tocante e sensível ao lado do garoto Vinícius de Oliveira. Uma atuação emocionante que não levou o Oscar porque a academia se mostrou preconceituosa ao dar a estatueta para Gwyneth Paltrow, uma grande falta de respeito e de reconhecimento. Mesmo assim, a atuação de Fernanda Montenegro ficará marcada para sempre.



08. Kathy Bates, em Louca Obsessão (1990)
Neste suspense baseado em uma obra do mestre Stephen King, Kathy Bates vive Annie Wilkes, uma fã obsessiva (como diz o nome do título traduzido) que mantém preso em sua casa seu escritor favorito e o tortura pelo simples fato de ele "assassinar" seu personagem favorito. A Kathy Bates deixa o público com medo de verdade, está muito convincente no papel e por isso conseguiu o Oscar de Melhor Atriz em 1991 e o oitavo lugar na lista de melhores atuações femininas do cinema.



 07. Gena Rowlands, em Uma Mulher Sob Influência (1974)
Considerado por muitos a grande interpretação feminina do cinema, Gena Rowlands tem aqui seu grande momento na incrível parceria com seu marido, John Cassavetes. No papel da dona de casa de classe média baixa, Mabel, que acaba entrando em um estado de descontrole. Gena entrega uma atuação sublime demonstrando quase que de forma verdadeira toda a fragilidade, mental e emocional, de sua personagem e depois se mantém perfeita quando a mesma enlouquece de vez.



06. Catherine Deneuve, em A Bela da Tarde (1967)
Eu até então desconhecia esse filme francês. Na semana passada quando assisti, achei a atuação de Catherine Deneuve incrível e precisei colocá-la na lista. Ela interpreta Séverine, uma mulher que não tem prazer no casamento e por isso frequenta um bordel para realizar suas fantasias eróticas. A personagem fica em dúvida se deve mesmo fazer isto, já que a mesma está de certa forma traindo seu marido, e a Deneuve dá conta do recado expressando toda angustia e todo prazer de Séverine.



05. Hilary Swank, em Menina de Ouro (2004)
Hilary Swank é uma das melhores e mais versáteis atrizes das últimas décadas. E nesse filme, muito bom por sinal, ela brilha ao lado da lenda Clint Eastwood interpretando a boxeadora Maggie Fitzgerald. Uma interpretação boa é aquela em que o papel é muito difícil de fazer, e nesse filme ela além de precisar estar em uma forma impecável, tinha que demonstrar o sentimento de sua personagem por dentro. Mesmo com todos esses obstáculos, ela fez uma performance espetacular e merece o quinto lugar nessa lista.



04. Ellen Burstyn, em Requiem para um Sonho (2000)
Em Requiem para um Sonho, Ellen interpreta Sara Goldfarb, uma senhora que passa os dias assistindo televisão. Quando é chamada para participar de seu programa de auditório favorito, Sara passa a tomar pílulas de emagrecimento para caber dentro de um vestido. O problema é que ela acaba exagerando na dose e ficando totalmente fora de si. Fazendo uma personagem angustiante, a atuação de Ellen é brilhante deixando o clima do filme extremamente tenso.



03. Marion Cotillard, em Piaf - Um Hino ao Amor (2007)
Marion Cotillar incorpora brilhantemente Édith Piaf, na biografia oficial da cantora. Retratando uma vida marcada por dramas e tragédias, a atriz demonstra de forma muito verdadeira os sentimentos de Piaf que o filme ganha uma linguagem de documentário. O público não assiste a Marion Cotillard, o público assiste a verdadeira Édith Piaf. É a performance mais convincente da história do cinema, um exemplo de "dar vida ao personagem", e por isso Marion está em terceiro lugar nessa lista.



02. Gloria Swanson, em Crepúsculo dos Deuses (1950)
O filme conta a história de um escrito não muito famoso que escreve um roteiro para uma atriz que foi muito famosa na época do cinema silencioso e que atualmente caiu no esquecimento. A personagem interpretada por Gloria é o reflexo dela na vida real dos anos 50, ela foi uma estrela no cinema mudo e estava esquecida. O resultado é que ela convence o público de que ela FOI uma estrela, deixando o espectador emocionado de certa forma, pelo fato da atuação ser tão verdadeira. Ao decorrer da trama, ela enlouquece e cativa ainda mais o público. Segundo lugar para ela.



 01. Meryl Streep, em A Escolha de Sophia (1982)
Meryl é uma diva do cinema. Neste longa ela interpreta Sophia, uma imigrante polonesa sobrevivente de um campo de concentração nazista. O filme foca na sua luta contra lembranças devastadoras de um passado muito trágico. A Meryl Streep encontra um equilíbrio perfeito entre a fragilidade e a confiança de sua personagem. Ela também demonstra, de forma muito sutil, uma vulnerabilidade escondida através do seu tom de voz e de seus gestos. O clímax do filme, que no caso é a escolha de Sophia, é possivelmente a melhor cena de Meryl Streep onde nenhuma pessoa no planeta conseguiria fazer tão bem e de forma tão emocionante. Por isso e tudo mais, Meryl Streep está em primeiro lugar.




28 de setembro de 2014

Crítica: Sin City: A Dama Fatal (2014)

Sin City: A Dame to Kill For, EUA, 2014.

Direção: Robert Rodriguez.
Duração: 102 minutos.
Classificação: 18 anos.
Gênero: Ação / Crime / Suspense



Sin City: A Dama Fatal segue a mesma fórmula do primeiro filme, três histórias interligadas em um universo neo-noir. A grande dúvida que todos tinham era se esse filme iria se igualar a qualidade do primeiro. A resposta para essa pergunta é NÃO. A seguinte pergunta é se o filme é ruim, e novamente a resposta é NÃO. Apesar de não ter o mesmo impacto visual do primeiro, A Dama Fatal é um filme muito estiloso com cenas de ação extremamente bem dirigidas.


A primeira história é a de Joseph Gordon-Levitt, um jogador de pôquer incrivelmente talentoso e sortudo para ganhar dinheiro. Ao vencer o Senator Roark (Powers Boothe) em uma partida e ganhar uma bolada de dinheiro, este acaba se envolvendo em uma trama perigosa. Gordon-Levitt está muito bem, se mostrando confiante o tempo todo, o problema é o desfecho da história que com certeza irá frustrar o público que espera uma reviravolta com um final feliz.


A segunda história é a que somos introduzidos à Dama Fatal (Eva Green). Dwight (Josh Brolin) é procurado por Ava, a Dama Fatal, lhe pedindo o perdão por algo feito no passado. O problema é que ela o seduz e o trai novamente, o deixando com sede de vingança. É outra história muito boa e que contem a famosa nudez dos quadrinhos. Eva Green é sem dúvidas muito sensual, mas apesar disto a trama fica clichê.


A terceira e última história é a de Jessica Alba, e infelizmente é o ponto fraco do filme. Sua trama é a menos envolvente e o clímax no final é absolutamente decepcionante. Apesar do filme terminar em uma nota baixa, ele não é ruim. O visual não tem o mesmo impacto do primeiro (lembra um pouco o novo 300 em relação ao seu antecessor) mas ainda assim é gostoso de assistir e extremamente envolvente.


Fora as três principais histórias, um ponto forte do filme é o personagem de Mickey Rourke, que apesar da maquiagem esquisita, transita entre as histórias sendo o personagem mais badass do filme. Todas as participações especiais do filme são legais. Em resumo é um filme com a mesma atmosfera do primeiro que mais acerta do que erra. Não é melhor que o seu antecessor mas é um filme muito legal.


Nota: 6,8

27 de setembro de 2014

Top 10 - Melhores Atuações Masculinas do Cinema

É fácil perceber quando uma atuação é notável. Em muitos casos são por causa delas que um filme consegue seu sucesso. Em outros casos elas são boas juntamente com o filme. Então, chegou a hora de listar as 10 melhores atuações masculinas da história do cinema.
Não foi fácil criar uma lista desta, mas a única regra que usei é a de não repetir o ator (ou então a lista se dividiria em Marlon Brando e Daniel Day-Lewis). Sem mais delongas, vamos começar.


10. F. Murray Abraham, em Amadeus (1984)
Amadeus é sem dúvidas uma das melhores cinebiografias já realizadas. A atuação de F. Murray Abraham é simplesmente magistral, fazendo com que o público tanto o deteste como se identifique com seu personagem. A sua frustração por não ter capacidade de ser tão brilhante igual à Mozart é uma das demonstrações mais impactantes da história do cinema, e por isso o décimo lugar vai para F. Murray Abraham.


 09. Malcolm McDowell, em A Laranja Mecânica (1971)
Mais uma atuação impecável. O mais incrível é que Malcolm McDowell não foi nem sequer indicado ao Oscar, uma grande falha da academia. Nesse clássico filme de Stanley Kubrick, Malcolm McDowell interpreta Alex DeLarge e consegue transmitir ao público tanto sua crueldade, descarregando a famosa ultra-violência, quanto sua aflição ao entrar em um polêmico programa que promete deixá-lo "restaurado".


 08. Heath Ledger, em Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008)
Heath Ledger interpreta o louco e cruel Coringa, o maior antagonista de Batman. Sempre com um plano atrás do plano, o Coringa deixou Gotham de cabeça para baixo, enquanto Heath Ledger deu vida à isto. Sádico e cômigo, o Oscar para a sua atuação foi muito merecido. Demonstrando todas as camadas de seu personagem de um jeito genial, Heath Ledger espanta o espectador ao provar do que ele é capaz de fazer com seus inimigos.


07. Christoph Waltz, em Bastardos Inglórios (2009)
Para um ator até então desconhecido em Hollywood, a sua atuação deixou até os mais cinéfilos de queixo caído. Interpretando o cruel Coronel Hans Landa, Christoph Waltz demonstra classe como um bom cidadão da alta sociedade do exército alemão, e crueldade como um sádico caçador de judeus. Em todas cenas que está presente, o público quase aplaude seus monólogos criado pelo gênio Quentin Tarantino. Sétimo lugar merecido para Christoph Waltz.


06. Edward Norton, em A Outra História Americana (1998)
Se você ainda não assistiu este filme, assista agora. Edward Norton interpreta Derek Vinyard, um líder de um grupo Skinhead violentos. Seu ódio pelos negros e minorias é tanto que choca o espectador. Edward Norton fez isto com maestria. E quando Derek muda seus conceitos ao sair da prisão, você vê o ótimo ator que é Edward Norton. Sendo impecável como nazista e depois como um cara comum, o sexto lugar para ele é justíssimo.


05. Anthony Hopkins, em O Silêncio dos Inocentes (1991)
O mais incrível desta atuação é que Anthony Hopkins não aparece muito no filme. Nos pouquíssimos momentos em que esteve em cena, Hopkins demonstrou que o Dr. Hannibal Lecter tem inteligência, classe e charme, apesar de ser um canibal. O mais forte desta interpretação é o olhar de Anthony Hopkins, ele não exagera em momento algum nas expressões faciais, apenas fica com o olhar penetrante em Jodie Foster quando a ajuda a capturar um vilão.


04. Marlon Brando, em Sindicato de Ladrões (1954)
Finalmente chegamos em Marlon Brando. De todas as performances geniais que ele deixou para o cinema, Sindicato de Ladrões foi a escolhida. Além de interpretar um boxeador brilhante, sua atuação nas famosas cenas dramáticas são espetaculares. O mais forte desta atuação é a dualidade, que pouquíssimos atores conseguiriam (possivelmente nenhum ator conseguiria), por um lado um cara durão, e por outro uma alma terna.


03. Jack Nicholson, em O Iluminado (1980)
A atuação de Jack Nicholson nesse clássico do horror de Stanley Kubrick, em uma palavra, é espetacular. Antes de seu personagem Jack Torrance adentrar no hotel, ele está aparentemente normal. Ao ser possuído pelo espírito horrível do hotel, a transformação de Jack Nicholson é aterrorizante. Nenhum ator do planeta conseguiria transmitir tanto medo ao público apenas com expressões faciais, e por isso Nicholson está em terceiro lugar.


02. Daniel Day-Lewis, em Sangue Negro (2007)
Daniel Day-Lewis é um dos melhores atores de todos os tempos. Em Sangue Negro, ele interpreta o mineiro Daniel Plainview, um dos personagens mais tocantes do cinema. Daniel Day-Lewis transmite todo o amor que ele tem por seu filho. A sua transformação é o diferencial, desde o modo como fala até o jeito de coçar o bigode cativa o público de uma forma extraordinária. Assista ao filme que você irá entender melhor o motivo dessa atuação estar em segundo lugar.


01. Robert de Niro, em Touro Indomável (1980)
A melhor atuação de todos os tempos é sem dúvidas de Robert de Niro. Este interpreta o boxeador Jake LaMotta, e o motivo desta ser a melhor atuação masculina de todos os tempos é pelo fato de Robert de Niro estar incrível na parte física e na parte dramática. Os conflitos internos que Jake enfrenta foi transmitido genialmente por Robert de Niro, que faz o público pensar: "Nenhum ator conseguiria fazer este personagem." Primeiro lugar merecido para Robert de Niro nas dez melhores atuações masculinas da história do cinema.

26 de setembro de 2014

Crítica - Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (2014)

A Million Ways to Die in the West, EUA, 2014.

Direção: Seth MacFarlane.
Duração: 117 minutos.
Classificação: 14 anos.
Gênero: Comédia / Faroeste


Seth MacFarlane tem um incrível senso de humor. Quem assiste Family Guy e American Dad sabe muito bem disto. Após o grande sucesso Ted, MacFarlane volta mais uma vez ao cinema com a comédia Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola e não se saiu mal. Apesar do filme não ser uma paródia fiel do velho oeste e conter diversas gírias atuais, o filme sem dúvidas vale o divertimento do espectador e é um bom entretimento para quem quer assistir algo leve.


O filme conta a história de Albert (Seth MacFarlane), um fazendeiro covarde que após fugir de um confronto, é largado pela sua namorada Louise (Amanda Seyfried). Com a chegada de Anna (Charlize Theron), Albert encontra uma nova amiga que sem ele saber, é a esposa de Clinch (Liam Neesom). Ao ver sua ex com um novo parceiro, Albert o desafia para um confronto, mesmo sem saber atirar. Então Anna o treina, enquanto Clinch está prestes a chegar na cidade.


A trama não é algo surpreendente, desde o início você já imagina que Albert irá formar um par romântico com a personagem da Charlize Theron, mas o legal é que quando os dois estão juntos eles tem diálogos muito bons e engraçados. O problema é que nem sempre é assim. Algumas piadas são simplesmente bobas, principalmente uma com dor de barriga. E quando o filme não tem piada, ele fica chato pois Seth MacFarlane não é bom ator e sim um bom comediante.


Em relação ao Faroeste, o filme até acerta em cenário, mas em figurino e maquiagem não. Inclusive MacFarlane usa um cabelo que sem dúvidas era desconhecido no velho oeste. Como disse antes, não é uma paródia fiel, mas diverte o espectador. Um ponto forte são as participações especiais, uma principalmente que quase me obrigou a levantar de minha poltrona e aplaudir Seth MacFarlane. Já as piadas se dividem em meio à meio como inteligentes e bobinhas.


Em resumo, Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola é um filme leve e divertido, com metade das piadas bem boladas e outra metade não. Nos momentos sem piadas, MacFarlane acaba dependendo da Charlize Theron para expressar um drama. Em momento algum o filme tem um grande problema, apenas algumas pontas soltas, mas que não definem o filme como uma comédia chata. A minha recomendação e que você assista, não esperando uma paródia de Faroeste fiel e sim uma comédia cômica e divertida.


Nota: 6,3
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25 de setembro de 2014

Crítica - Isolados (2014)

Isolados, BRA, 2014.
Direção: Tomas Portella.
Duração: 90 minutos.
Classificação: 14 anos.
Gênero: Suspense.


O cinema brasileiro não tem em seu repertório muitos filmes deste gênero. O principal ícone do suspense no Brasil é o Zé do Caixão. Então fica aí minha dica, se quer assistir um bom filme de suspense/terror nacional, assista aos filmes das décadas de 60 e 70 do carismático Zé do Caixão, agora se quer ver um filme de terror como todos os outros hollywoodianos, assista Isolados.


O filme conta a história de Lauro (Bruno Gagliasso) que decide alugar uma casa na região serrana do Rio de Janeiro com sua esposa Renata (Regiane Alves). O porquê dele alugar esta casa foi a busca de descanso da vida corrida que Lauro tinha, lembra um pouco o Arcadismo. Acontecimentos estranhos começam a ocorrer nesta casa e se instala a premissa principal do filme.

 

Pelo fato de ser um suspense feito no Brasil, a principal esperança que tinha era a de ser um filme assustador e ao mesmo tempo diferente, só que no bom sentido, porém não é o que acontece aqui. Única coisa que Isolados tem de diferente é o idioma, no resto é tudo muito igual à todos os filmes de suspenses de hollywood dos últimos anos.



O ponto do forte do filme é a relação entre Lauro e Renata, inclusive os atores protagonistas estão excelentes em seus papéis. Entretanto, quando o filme volta o foco para o tema "Suspense", fracassa constantemente. As tentativas de provocar tensão através de efeitos sonoros falham na maioria das vezes, mas apesar disto o filme acaba sendo um passatempo interessante.

 


Resumindo, Isolados é um filme genérico com uma premissa estereotipada e algumas tentativas de provocar medo fracassadas. A trama é mal explicada e confusa, mas que consegue se sobressair nas atuações. No suspense é um o filme é fraco, mas no drama é muito bom, provando mais uma vez que o cinema brasileiro não deve apostar ainda suas fichas neste gênero.


Nota: 5,1
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21 de setembro de 2014

Crítica - Livrai-nos do Mal (2014)

Deliver Us From Evil, EUA, 2014.
Direção: Scott Derrickson.
Duração: 119 minutos.
Classificação: 16 anos.
Gênero: Suspense / Terror / Crime.


Geralmente um filme de possessão não tem uma premissa original, a maioria relata uma força sobrenatural que se apossa de uma adolescente "pura" e a transforma em uma predadora sexual. Não é o caso de Livrai-nos do Mal. Sim, este filme há possessões, mas tentando unir dois gêneros nada semelhantes: Terror e Crime. Apesar da premissa ser original e promissora, o filme acaba se perdendo na união desses aspectos, se tornando mais um filme de terror esquecível dos últimos tempos.



Livrai-nos do mal conta a história do policial Ralph Sarchie (Eric Bana) que começa a investigar alguns casos esquisitos que andam ocorrendo nos bairros pobres de sua cidade. As coisas começam a ficar relativamente estranhas até que o sobrenatural se instala no ambiente deixando todo o clima mais tenso. Com a ajuda de um padre "moderno" interpretado por Edgar Ramírez, os dois vão a fundo nesses casos tentando desvendar de vez o que anda ocorrendo.



O filme possui diversos pontos fracos, como por exemplo as inconsistências do roteiro. Há cenas em que os demônios misturam diversos dialetos do latim, mas quando chega na hora do exorcismo eles falam espanhol fluentemente. Outro grande problema do filme é nas tentativas de laços amorosos e cenas mais tocantes. Apesar do filme ser de um gênero onde a principal missão é deixar o espectador amedrontado, seria muito mais admirável que os atores estivessem empenhados em seus papéis.



Nos elementos de terror, o filme assusta em pouquíssimas cenas e quando assusta é por conta das misturas de sons e ruídos sobrepostos, antecedendo o maior clichê dos filmes de terror: o Jump Scare. Quando o filme tenta assustar com um demônio ou uma pessoa possuída próximo à tela, falha, pois a maquiagem deste filme é fraca. A atmosfera de Livrai-nos do Mal não deixa o espectador submerso, já que a trilha sonora é fraca e o jogo de câmera pior ainda. A cena do exorcismo final, o clímax, é boa, é disparada a melhor cena do filme e deixa a pessoa que está assistindo de queixo caído.



Resumindo, Livrai-nos do mal é um filme morno, com atuações medianas e maquiagens fracas. Por se tratar de um filme de terror, a principal missão era assustar, e esse filme consegue fazer isso em alguns casos, porém em outros falha grandiosamente. O filme não tem um bom desenvolvimento de personagem, alguns diálogos são bons mas o roteiro é fraco. Livrai-nos do Mal é mais um típico filme dos últimos anos que logo cairá no esquecimento e ajudará a decair esse subgênero tão famoso do terror: Filmes de Possessão.

Nota: 4,4
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Top 10 - Melhores adaptações de Stephen King.

Convenhamos, Stephen King é um dos mais notáveis escritores de todos os tempos, e hoje está completando seus 67 anos de idade. Então, selecionei as 10 melhores adaptações de seus livros para o cinema. Para esta lista, separei os melhores filmes baseados na sua literatura e que fizeram justiça ao material de origem. Happy Birthday Stephen King! 


10. Na hora da Zona Morta (1983)
Com direção de David Cronenberg, esta adaptação relata o caso de Johnny Smith, interpretado por Christopher Walken, um professor de literatura que sofre um acidente de carro quando estava prestes a se casar. Assim, Johnny fica em coma por cinco anos, e quando recupera sua consciência, descobre que além de perder sua carreira, perdeu sua esposa. Entretanto, o mesmo começa a adquirir poderes sobrenaturais conseguindo prever o futuro, alterando o curso dos acontecimentos.


09. Janela Secreta (2004)
O filme conta a história de um escritor que está em crise após ser traído pela esposa. Em busca de tranquilidade, ele se isola em uma cabana ele se isola em uma cabana à beira de um lago. No local, um homem misterioso aparece inesperadamente e começa atormentá-lo, acusando-o de ter plagiado um de seus melhores contos.


08. It, Uma obra prima do medo (1990)
Possivelmente uma das adaptações mais populares das obras de Stephen King. Há 30 anos, uma cidade do interior dos Estados Unidos foi aterrorizada por um assassino de crianças, conhecido como ‘A Coisa’. Agora, a criatura sanguinária reaparece sob a forma de um palhaço. Quando um bibliotecário sente sua presença, ele convoca outros seis amigos para combater o monstro que destruiu suas infâncias.


07. O Nevoeiro (2007)
The Mist (ou O Nevoeiro) tem seu foco no personagem vivido por Thomas Jane que após sair com seu filho para fazer compras no supermercado, nota que um nevoeiro se instala pela cidade e juntamente com ele, diversas criaturas enormes e perigosas. O grupo de sobreviventes do supermercado fazem de tudo para que os monstros não entrem no local e devorem todo o pessoal. O filme é uma ótima adaptação, além de ter um final inesquecível.


06. Carrie, a estranha (1976)
Esta adaptação todo mundo também conhece. Carrie vive isolada com sua mãe, que é uma fanática religiosa. Na escola, sofre bullying das demais estudantes. O que todo mundo não sabe é que Carrie está desenvolvendo poderes sobrenaturais e está disposta a se vingar de todos que a reprimiram. Além do filme de 1976 do Brian De Palma, Carrie teve outras adaptações. Uma em 1999, outra em 2002 que é mais precisamente um telefilme e uma em 2013


.05. Conta Comigo (1986)
Gordie Lachance é um escritor que recorda de um acontecimento pessoal no verão de 1959, quando tinha doze anos. Vivia numa pequena cidade do estado americano do Oregon e possuía três amigos que em certo dia saem juntos em busca do corpo de um adolescente que estava desaparecido na mata há mais de três dias. O que eles não imaginavam é que esta aventura se transformaria em uma jornada de auto-descoberta, que os marcaria para sempre.


04. Louca Obsessão (1990)
Um famoso escritor sofre um terrível acidente de carro e é resgatado por uma fã obcecada por seu trabalho. Quando ela descobre que seu personagem favorito será ‘assassinado’ pelo autor, ela começa a torturá-lo. O filme ficou marcado pela brilhante atuação de Kathy Bates, que inclusive ganhou o Oscar de Melhor Atriz por este papel.


03. À Espera de um Milagre (1999)
A história se passa no Corredor da Morte de uma prisão do sul dos EUA, em 1935. O filme mostra o relacionamento comovente entre o guarda da penitenciária e um preso que possui um dom misterioso e miraculoso. O filme foi indicado a 4 Oscars, incluindo o de Melhor Filme, perdeu para American Beauty com Kevin Spacey, o que eu sinceramente considero uma das maiores injustiças da Academia.


 02. O Iluminado (1980)
Talvez esta não seja a uma releitura fiel, mas com certeza é um dos filmes mais perturbadores do cinema. O ator Jack Nicholson fez possivelmente a melhor atuação de sua carreira nesta obra prima de Stanley Kubrick, que dispensa comentários. O filme conta a história de uma família que fica presa em um hotel devido a tempestade de neve e Jack torna-se gradualmente influenciado por uma presença sobrenatural. Ele desaba na loucura e tenta assassinar sua esposa e filho.


 01. Um sonho de Liberdade (1994)
O primeiro lugar da minha lista não poderia ser outro além de Um sonho de Liberdade. Apesar de ter sido um fracasso de bilheteria, o filme foi aclamado pela crítica. O filme conta a história de Andy Dufresne (Tim Robbins) que é condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e de seu amante, apesar de sempre atestar ser inocente. Na prisão, Andy conhece Red (Morgan Freeman) e consegue a proteção dos guardas, que estão envolvidos em um sistema de lavagem de dinheiro. Um filme que dá uma lição de amizade, autoestima e esperança. É inegavelmente uma obra-prima.


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Os 10 Maiores Gênios do Cinema

Ao longo dos anos, o cinema nos presenteou com grandes gênios. Então, decidi listar os 10 maiores gênios da história do cinema. Para entrar ...